Da minha própria morte não sinto angústia,
Mas sim daqueles que próximos me são
Como viver quando eles não estão?
Sozinha no nevoeiro apalpo a morte na sua plenitude
E deixo-me nessa bruma entrar.
A dor de ir nem sequer metade é da de ficar.
Só quem já passou por isso sabe bem;
- E os que já se foram que me possam absolver.
Lembrai-vos: na própria morte, morre-se apenas
Porém à morte dos outros temos de sobreviver.
Tradução livre: MariaS
Memento
Nur vor dem Tode derer, die mir nah sind.
Wie soll ich leben, wenn sie nicht mehr da sind?
Allein im Nebel tast ich todentlang
Und laß mich willig in das Dunkel treiben.
Das Gehen schmerzt nicht halb so wie das Bleiben.
Der weiß es wohl, dem gleiches widerfuhr;
– Und die es trugen, mögen mir vergeben.
Bedenkt: den eignen Tod, den stirbt man nur,
Doch mit dem Tod der andern muß man leben.
(https://www.maschakaleko.com/gedichte/30-memento) e em "Verse für Zeitgenossen"

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