Vivo entre dois mundos
O singular e o comum
E o resultado dessa dualidade
É não pertencer a nenhum
Vivo entre dois mundos
O íntimo e o exterior
E o resultado dessa dualidade
É um sentimento de torpor
Vivo entre dois mundos
O de aqui e o de acolá
E o resultado dessa dualidade
É nem ser crente nem pagã
Vivo entre dois mundos
O vetusto e o pueril
E o resultado dessa dualidade
É um êxtase em funil
Vivo entre dois mundos
O aborígene e o estranho
E o resultado dessa dualidade
É um bamboleio tamanho
Vivo entre dois mundos
O de ajudar e ser ajudada
E o resultado dessa dualidade
É uma revolta mitigada
Vivo entre dois mundos
O tenaz e o de desistir
E o resultado dessa dualidade
É um difuso provir
Vivo entre dois mundos
O primeiro e o terceiro
E o resultado dessa dualidade
É questionar, que primeiro?
Vivo entre dois mundos
O d’aqui e o d’além
E o resultado dessa dualidade
É não pertencer a ninguém
MariaS
MariaS

Sem comentários:
Enviar um comentário